Comércio bageense sob alerta
A Associação Comercial e Industrial de Bagé (ACIBa) intensificou a pressão sobre as autoridades de segurança pública após uma sequência de arrombamentos que tem atingido estabelecimentos, especialmente na área central da cidade. Nos últimos dias, foram contabilizadas mais de dez ocorrências de furto qualificado, gerando prejuízos e insegurança para os empresários locais.
O presidente da ACIBa, Leonardo Nocchi Macedo, reuniu-se com o subcomandante do 46º Batalhão de Polícia Militar (46º BPM), Patrique Rolim, para cobrar maior efetividade no policiamento ostensivo. Segundo a entidade, a situação chegou a um ponto crítico, citando casos em que suspeitos presos em flagrante são liberados pelo sistema judicial em menos de 24 horas.
Limites da atuação policial
Durante o encontro, o subcomandante Patrique Rolim defendeu o trabalho da corporação, destacando a realização da Operação Cerco Fechado, voltada à prevenção e repressão imediata aos furtos. Contudo, o oficial apontou entraves estruturais:
A reincidência criminal é alta, com suspeitos possuindo extensas fichas de delitos;
A maioria dos crimes é motivada pela busca de recursos para compra de entorpecentes;
O sistema judicial brasileiro, segundo o subcomandante, prioriza o não encarceramento, o que resulta na rápida soltura dos detidos.
Ação conjunta com a OAB
Diante da frustração com a celeridade das liberações, a ACIBa anunciou que buscará providências diretas junto ao Poder Judiciário. A entidade contará com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Bagé para pleitear medidas mais rigorosas contra os autores dos arrombamentos. O objetivo é garantir que a reincidência não resulte em impunidade imediata, devolvendo a tranquilidade necessária para o funcionamento do comércio bageense.
📄 Informações obtidas via ACIBa (Associação Comercial e Industrial de Bagé). Publicado em 2026-06-23.
Fonte original:
Aciba.
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