O Rio Grande do Sul decretou estado de emergência em saúde pública por 120 dias devido ao aumento crítico de doenças respiratórias. Entre março e abril de 2026, as hospitalizações por influenza no estado saltaram 530%, enquanto as internações por rinovírus cresceram 380%. Em Bagé, o cenário é agravado pela baixa adesão à campanha de vacinação e pela interrupção no fornecimento de imunizantes pelo Governo do Estado.
Até o início de maio, Bagé vacinou apenas 10.900 pessoas das 33.700 que compõem os grupos prioritários, o que representa uma cobertura de 32,4%. A meta deve ser atingida até 30 de maio, mas o município enfrenta falta de doses e aguarda novos lotes sem previsão de entrega. Atualmente, a cidade registra uma média de 15 casos positivos de doenças respiratórias por dia.
Para mitigar o impacto no sistema de saúde, a Prefeitura de Bagé antecipou em 45 dias a abertura do Ambulatório de Inverno no PAM I, que atende das 17h às 22h desde o dia 22 de abril. Além disso, a Unidade de Saúde Camilo Gomes teve seu horário estendido, funcionando das 7h30 às 20h, sem fechar ao meio-dia, para facilitar o acesso à vacinação e atualização de cadastros.
A transparência sobre a chegada de novas doses e a ocupação dos leitos é fundamental para que a população compreenda a gravidade do decreto de emergência e a necessidade de busca pelos serviços disponibilizados.
Fonte original:
Diário de Bagé.
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