O ciclo do abandono na área de transbordo
Enquanto cerca de 80 toneladas de resíduos são despejadas diariamente na área de transbordo de Bagé, uma crise humanitária e sanitária ocorre longe dos olhos da maioria da população. Estima-se que aproximadamente 200 cães sobrevivam em meio ao lixo, disputando restos de comida e convivendo com o chorume em condições precárias.
A situação, que envolve o Núcleo Bageense de Proteção aos Animais (NBPA) e a Coordenadoria do Bem-Estar Animal (CBEA), é marcada por um esforço semanal de controle populacional que, na prática, enxuga gelo. Segundo a presidente do NBPA, Patrícia Coradini, o trabalho de castração e tratamento é contínuo, mas o fluxo de novos animais abandonados no local impede a redução da população canina.
Infraestrutura precária e riscos sanitários
Falta de água potável: Recicladores relatam que os animais consomem água acumulada em poças, muitas vezes misturada ao chorume.
Abandono recorrente: A prefeitura confirma o descarte frequente de filhotes e animais doentes, inclusive dentro de contêineres de lixo.
Convivência tensa: A reportagem observou episódios de agressão entre trabalhadores e animais, refletindo o estresse do ambiente.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Proteção ao Bioma Pampa, Tibério Bassi, acompanha o cenário, que também é monitorado pelos trabalhadores que atuam na separação de recicláveis. Embora o poder público realize ações de vermifugação e tratamento de doenças como o Tumor Venéreo Transmissível (TVT), o problema persiste como um reflexo da falta de posse responsável na cidade, que acaba desaguando no aterro municipal.
📄 Informações obtidas via Jornal Minuano. Publicado em 2026-06-12.
Fonte original:
Jornal Minuano.
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