Durante o Seminário Municipalismo em Foco, realizado em 29/04/2026, em Imbé, o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, apresentou um panorama crítico sobre as finanças das prefeituras brasileiras. O debate focou nos impactos da reforma tributária e no aumento de despesas obrigatórias que pressionam os cofres locais.
Um dos pontos centrais foi a Emenda Constitucional 136/2025, que permite o parcelamento de dívidas previdenciárias em até 300 meses e estabelece novas regras para o pagamento de precatórios. A medida projeta uma economia de até R$ 74 bilhões para os municípios brasileiros em 2026, sendo R$ 1,7 bilhão destinados aos municípios do Rio Grande do Sul.
A CNM também alertou para o impacto de projetos em tramitação no Congresso Nacional que criam novos pisos salariais sem fonte de custeio definida. Segundo a entidade, essas propostas somam um impacto potencial de quase R$ 50 bilhões por ano para as administrações municipais.
A gestão fiscal de Bagé depende diretamente da estabilidade dos repasses federais e da capacidade de honrar compromissos previdenciários. O acompanhamento da execução orçamentária e a transparência na aplicação desses recursos são fundamentais para garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais à população bageense.
Fonte original:
Famurs.
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