Expansão do cuidado domiciliar no Rio Grande do Sul
A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul (SES-RS) anunciou a ampliação do programa de Atenção Domiciliar, uma modalidade de cuidado que leva médicos, enfermeiros e outros profissionais diretamente à casa do paciente. A medida, que faz parte do programa SUS Gaúcho, busca reduzir a dependência de leitos hospitalares e evitar reinternações, focando em pessoas com dificuldades de locomoção ou doenças crônicas.
Desde outubro de 2025, o governo estadual implementou um incentivo financeiro inédito para fortalecer as equipes que realizam esse trabalho. O modelo de financiamento funciona de duas formas principais:
Complemento financeiro: Para municípios que já possuem habilitação federal (Programa Melhor em Casa), o Estado repassa um adicional de 20% a 50% sobre o valor enviado pelo Ministério da Saúde. Isso representa um reforço mensal entre R$ 3,9 mil e R$ 13 mil por equipe.
Custeio integral: Para cidades que ainda não contam com habilitação federal, o governo gaúcho assume o valor total, com aportes que variam de R$ 11,7 mil a R$ 78 mil por mês para cada equipe.
Impacto na rede de saúde
O investimento estadual, que soma cerca de R$ 1,6 milhão por mês, já reflete na expansão da rede. Antes da criação do incentivo, o serviço estava presente em 36 municípios gaúchos. Com a nova política, o número subiu para 51 cidades, totalizando 89 equipes em operação. A meta da Secretaria da Saúde é atingir a marca de 110 equipes até o final de 2026.
A Atenção Domiciliar é voltada para pacientes que necessitam de acompanhamento contínuo, mas que possuem condições de serem tratados em ambiente doméstico. Entre os perfis atendidos, destacam-se:
Pacientes pós-AVC com limitações funcionais;
Pessoas com doenças crônicas que exigem medicação intravenosa ou curativos frequentes;
Pacientes em cuidados paliativos;
Casos pediátricos que demandam suporte especializado.
A equipe multiprofissional, conforme detalhado pela pasta, é composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas, fonoaudiólogos, motoristas e auxiliares administrativos. O acesso ao serviço é feito via encaminhamento da rede pública, seja por hospitais, unidades básicas de saúde ou serviços de urgência.
A lista completa dos municípios contemplados e as regras de adesão estão detalhadas na Portaria SES 356/2026. O governo estadual também introduziu, como novidade, seis equipes especializadas em reabilitação, focadas em municípios com até 20 mil habitantes, com a meta de realizar ao menos 150 atendimentos mensais por equipe.
📄 Informações obtidas via Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul (SES-RS) e Portaria SES 356/2026. Publicado em 2026-06-08.
Fonte original:
Saúde RS.