O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS) realizou, nesta terça-feira (12/5), a audiência pública “Diálogos com o MPT: Sindicatos, Democracia e Assédio Eleitoral”. O evento marcou o lançamento da campanha Maio Lilás 2026, que este ano foca na defesa da democracia e no combate a práticas abusivas durante o período eleitoral.
Durante o encontro, o procurador-chefe do MPT-RS, Antônio Bernardo Santos Pereira, destacou que o enfrentamento ao assédio eleitoral exige uma atuação articulada entre sindicatos, Ministério Público e Justiça do Trabalho. Um dos pontos centrais foi o pacto firmado para combater a utilização da estrutura da Administração Pública como instrumento de pressão sobre trabalhadores.
A procuradora Thaís Fidelis Alves Bruch esclareceu que, diferentemente do assédio moral comum, o assédio eleitoral não requer a repetição de atos para ser configurado. A prática é caracterizada por ações que visam coagir ou direcionar o voto, podendo ocorrer antes, durante ou após o pleito, com consequências jurídicas nas esferas trabalhista, penal e eleitoral.
Além do assédio, o MPT-RS apresentou projetos voltados ao combate de atos antissindicais e à promoção da igualdade de gênero. O órgão reforçou a vigilância contra a 'pejotização' irregular, utilizada para fragilizar vínculos empregatícios e afastar trabalhadores da proteção sindical. A transparência nas relações de trabalho e o cumprimento da Lei nº 9029 foram apontados como pilares para garantir a liberdade de manifestação política.
A transparência pública é fortalecida quando o cidadão conhece os canais de denúncia e os limites legais da atuação de gestores e empregadores, garantindo que recursos e estruturas públicas não sejam desviados para fins de coação política.
Fonte original:
MPT-RS.
Como Esta Notícia Foi Produzida
Esta notícia parte de uma fonte identificada, preserva a data original da publicação e acrescenta uma camada de contextualização local do Bagé Transparente. A automação é usada para estruturar resumo, classificação temática e destaque de impacto local, sempre com link direto para a publicação de origem.
O objetivo não é substituir a leitura da fonte original, mas ajudar o cidadão bageense a entender por que o tema importa para o município, com transparência sobre autoria institucional, metodologia e canal de contato para correções.