O cenário do agronegócio gaúcho enfrenta uma transformação obrigatória devido aos eventos climáticos extremos, conforme debatido no Seminário Municipalismo em Foco. Dados da Emater/RS-Ascar revelam que, apenas em 2024, a erosão hídrica comprometeu a fertilidade de 2,7 milhões de hectares em 405 municípios do Rio Grande do Sul, evidenciando a urgência de políticas de recuperação de solo.
Para enfrentar a crise, o governo estadual detalhou a Operação Terra Forte, que conta com um orçamento de R$ 903 milhões via FUNRIGS. O programa foca na recuperação socioprodutiva e na resiliência climática da agricultura familiar. Além disso, o programa Desenvolve RS Rural segue mobilizando recursos através do FEAPER, consultas populares e emendas parlamentares para estruturação produtiva e uso da água.
Um ponto de atenção imediata para as prefeituras é o calendário eleitoral de 2026. O engenheiro agrônomo da SDR, Eduardo Oslaj, alertou que o período impõe restrições legais e prazos curtos para a formalização de convênios e parcerias. A eficiência na captação desses recursos dependerá da agilidade técnica dos municípios em protocolar projetos e documentações.
No campo econômico, as feiras da agricultura familiar mostraram-se altamente rentáveis. Em 2025, o investimento de R$ 14 milhões gerou um faturamento de R$ 46 milhões, reforçando a importância do apoio municipal a esses eventos para a circulação de renda local.
A transparência na aplicação desses recursos é fundamental. O cidadão deve acompanhar como os repasses do FUNRIGS e do FEAPER são convertidos em obras de infraestrutura rural e programas de conservação de solo no município, garantindo que o montante de R$ 903 milhões chegue efetivamente à ponta produtiva.
Fonte original:
Famurs.
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