Divergência sobre valores e judicialização
A crise financeira da Santa Casa de Caridade de Bagé escalou após a direção do hospital apontar um suposto débito de R$ 6,6 milhões por parte da Prefeitura. O Executivo bageense, por sua vez, rebateu as alegações, afirmando que a maior parte dos valores está em disputa judicial e não pode ser considerada dívida consolidada.
Sobre o montante de R$ 2,242 milhões referente a auxílio-funeral (2017-2021), a Prefeitura esclareceu que o pagamento deve seguir o rito de precatórios, sem possibilidade de antecipação. Além disso, a administração municipal sustenta que a própria Santa Casa possui débitos tributários com o município que superam R$ 3 milhões.
Déficit operacional e pedido de intervenção
A direção da Santa Casa apresentou números preocupantes sobre a operação da instituição:
Receita mensal: R$ 6,9 milhões
Despesas mensais: R$ 8,1 milhões
Déficit mensal: R$ 1,2 milhão
Paralelamente ao debate financeiro, o Ministério Público do Rio Grande do Sul ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) na Vara da Fazenda Pública. O órgão solicita a intervenção estadual na Santa Casa, com o afastamento da atual administração e a nomeação de um interventor. O MP justifica a medida pelo risco à continuidade dos serviços essenciais, citando atrasos em pagamentos de profissionais e dificuldades na escala médica.
Articulação política
O prefeito Luiz Fernando Mainardi tem buscado apoio nas esferas estadual e federal. Entre as medidas em pauta, estão:
Realização de auditoria federal na instituição;
Antecipação de R$ 3,7 milhões em emendas parlamentares;
Revisão do teto de Média e Alta Complexidade (MAC).
📄 Informações obtidas via Jornal Minuano. Publicado em 2026-06-21.
Fonte original:
Jornal Minuano.
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