O Governo do Estado avançou, nesta segunda-feira (4/5), nas etapas do Projeto Reflora, que visa a recuperação de áreas degradadas pelas enchentes de 2024. Através de uma visita técnica ao Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa Florestal (Ceflor), em Santa Maria, foram apresentadas tecnologias que permitem reduzir o ciclo de regeneração florestal de 30 anos para um período entre cinco e oito anos.
O projeto prevê a reintrodução de mais de 6 mil mudas de 30 espécies nativas dos biomas Mata Atlântica e Pampa. Com um investimento privado estimado em R$ 7,5 milhões e duração de três anos, a iniciativa utiliza métodos avançados como resgate de DNA e enxertia, desenvolvidos em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV). Até o momento, 290 árvores matrizes foram mapeadas em 13 municípios gaúchos para garantir a diversidade genética das novas mudas.
Coordenado pela Seapi e pela Sema, o Reflora conta com a colaboração de universidades e do setor privado para fortalecer a resiliência do estado contra eventos climáticos extremos. Além do Ceflor, a produção de mudas ocorre no Jardim Botânico de Porto Alegre e em viveiros parceiros, focando na recomposição de margens de rios e áreas de amortecimento impactadas.
Para o cidadão, a transparência sobre a aplicação do investimento privado de R$ 7,5 milhões e o cumprimento das metas de plantio nos biomas gaúchos são essenciais para assegurar que a reconstrução ambiental prometida pelo Plano Rio Grande resulte em benefícios práticos na prevenção de novos desastres naturais.
Fonte original:
Estado RS.
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