Mudança no cenário dos cultivos de inverno
O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (25/06) traz um panorama claro sobre a safra 2026 no Rio Grande do Sul. O destaque absoluto é a cultura da canola, que se consolida como a principal aposta de expansão para o período, com uma área projetada de 353.397 hectares. O número representa um salto expressivo de 102,64% em comparação aos 174.394 hectares registrados em 2025.
Enquanto a canola avança, o trigo — tradicional protagonista do inverno gaúcho — enfrenta um cenário de retração. A estimativa para a safra atual é de 814.220 hectares, uma queda de aproximadamente 30% em relação ao ciclo anterior. Segundo a Emater, o recuo é motivado por uma combinação de fatores que pesam no bolso do produtor:
Menor rentabilidade da cultura;
Custos de produção elevados;
Restrições de crédito;
Maior percepção de risco climático.
Outras culturas e perspectivas
Além do trigo e da canola, o relatório aponta estabilidade na aveia-branca, com 387.697 hectares, e uma queda acentuada na cevada, que deve ocupar apenas 20.320 hectares nesta safra, uma redução de 36,52%. A preocupação com a cevada reside na sensibilidade dos grãos a variações climáticas, o que pode comprometer a qualidade para a indústria cervejeira.
Para o produtor bageense e da região da Fronteira Oeste, o monitoramento fitossanitário e o manejo adequado seguem sendo as recomendações técnicas da Emater, especialmente diante de um ciclo que exige cautela com os investimentos em insumos e a gestão do risco climático.
📄 Informações obtidas via Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Publicado em 2026-06-26.
Fonte original:
Emater RS.
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