Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (14), apontam que a taxa de desemprego entre pessoas pretas fechou o primeiro trimestre de 2026 em 7,6%. O índice é significativamente superior à média nacional de 6,1% e 55% maior do que a taxa registrada entre brancos, que ficou em 4,9%.
A disparidade racial no mercado de trabalho apresentou crescimento em relação ao último trimestre de 2025, quando a diferença era de 52,5%. Entre os pardos, a desocupação situa-se em 6,8%, valor 38,8% superior ao dos brancos. Segundo William Kratochwill, analista do IBGE, esses números refletem questões estruturais que envolvem nível de instrução e regionalidade.
No recorte de gênero, as mulheres enfrentam uma taxa de desemprego de 7,3%, o que representa um índice 43,1% maior do que o dos homens (5,1%). Quanto à informalidade, a média nacional é de 37,3%, mas atinge 41,6% entre pardos e 40,8% entre pretos, enquanto para brancos o índice é de 32,2%.
A pesquisa também detalha o cenário por faixa etária, revelando que os jovens de 14 a 17 anos possuem a maior taxa de desocupação, chegando a 25,1%. Em contrapartida, o grupo com 60 anos ou mais registra o menor índice de desemprego, com apenas 2,5%.
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