Bagé já superou a marca de R$ 38,8 milhões em arrecadação referente ao IPVA 2026, o que representa 75,18% dos R$ 51,7 milhões previstos para o município. Apesar do volume expressivo, a inadimplência de 39,42% entre os contribuintes locais é um ponto de atenção, com 23.344 dos 38.537 proprietários de veículos tendo quitado o imposto até o momento. O prazo para a quarta parcela encerrou em 30 de abril.
O cenário de inadimplência se estende aos municípios vizinhos. Candiota registra 34,58% de inadimplência, com 76,04% da arrecadação prevista alcançada. Em Hulha Negra, a taxa é de 34,45%, com R$ 1,38 milhão arrecadado de R$ 1,81 milhão projetado. Aceguá, por sua vez, apresenta inadimplência de 32,06%, tendo atingido 77,85% da meta.
A inadimplência no IPVA impacta diretamente o orçamento estadual e os repasses aos municípios, comprometendo investimentos em serviços essenciais. A perda de parcelas do imposto, especialmente após os prazos de abril, maio ou junho, ou de duas parcelas entre fevereiro e março, cancela o benefício do parcelamento. A partir daí, o saldo devedor é cobrado com encargos legais.
O atraso no pagamento gera multa diária de 0,334%, com teto de 20% sobre o valor original, além de juros. Débitos em aberto por mais de dois meses consecutivos podem ser inscritos em Dívida Ativa estadual, dificultando a obtenção de certidões negativas e o acesso a serviços públicos. A situação também impede o licenciamento anual do veículo e pode levar à apreensão.
Contribuintes que ainda não regularizaram a situação devem verificar seus débitos atualizados junto à Receita Estadual do Rio Grande do Sul. O acesso ao portal da Sefaz-RS permite emitir guias atualizadas e verificar pendências de forma remota. A regularização do IPVA é fundamental para a manutenção dos serviços públicos e para evitar custos adicionais.
Fonte original:
Diário de Bagé.
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