Fraude milionária utiliza pecuária para ocultar capitais
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do 9º Núcleo Regional do GAECO, deflagrou a Operação Boi Fantasma, que desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a movimentação de cerca de mil “bovinos de papel” na Fronteira Oeste. A investigação, que teve sua fase ostensiva iniciada em 9 de junho de 2026, aponta que o grupo criminoso utilizava propriedades rurais arrendadas em Alegrete para simular transações pecuárias.
Conforme o levantamento da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI/RS), o esquema movimentou valores superiores a R$ 100 milhões desde 2023. A fraude consistia na emissão de Guias de Trânsito Animal (GTAs) fictícias, sem o deslocamento real dos animais, para dar aparência de legalidade a recursos provenientes do tráfico de drogas e casas de apostas.
Volume da fraude: 2.535 registros de entrada e 2.657 de saída, com pelo menos 1.000 animais inexistentes.
Apreensões: R$ 36,9 mil em espécie, 46 celulares, 8 notebooks, duas armas e dois veículos.
Prisões: Nove pessoas foram detidas, sendo oito preventivas e uma em flagrante.
O coordenador estadual do GAECO, promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas, afirmou que a investigação segue em curso para identificar outros produtores rurais que possam ter utilizado o mesmo método. As ordens judiciais foram cumpridas em diversos municípios gaúchos e catarinenses, além de presídios da região, evidenciando a complexidade da rede criminosa que operava sob o disfarce da atividade agropecuária.
📄 Informações obtidas via Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). Publicado em 2026-06-13.
Fonte original:
MPRS.
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