Associações que representam juízes e membros do Ministério Público solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) um prazo adicional de 30 dias para a implementação das novas regras que limitam o pagamento de benefícios, conhecidos como "penduricalhos".
A decisão original, tomada por unanimidade em 25 de março, estabeleceu que gratificações, indenizações e auxílios devem ser limitados a 35% do salário dos ministros do STF, cujo teto é de R$ 46,3 mil. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) argumenta que os tribunais enfrentam dificuldades técnicas para aplicar a medida imediatamente, citando a ausência de publicação do acórdão do julgamento.
Na prática, a decisão do STF permite que juízes, promotores e procuradores recebam rendimentos mensais de pelo menos R$ 62,5 mil, somando o teto de R$ 46,3 mil com R$ 16,2 mil em benefícios. Em final de carreira, com a inclusão do auxílio por tempo de serviço (ATS), os valores podem atingir R$ 78,8 mil.
O projeto Bagé Transparente monitora como as decisões das cortes superiores impactam o orçamento público e a gestão dos recursos destinados ao funcionalismo, garantindo que o cidadão acompanhe a aplicação do teto remuneratório constitucional.
Fonte original:
Bagé 24 Horas.
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