Seis anos após o surgimento da pandemia de Covid-19, Bagé apresenta um cenário de controle da doença, em grande parte devido à ampla campanha de vacinação iniciada em 2021. Embora o vírus Sars-CoV-2 ainda esteja em circulação, a situação atual difere drasticamente dos períodos mais críticos, com a disponibilidade de doses de reforço anuais para a população, reforçando a estratégia de saúde pública.
Dados recentes do Painel de Hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) indicam que, nos primeiros três meses de 2026, Bagé registrou 15 internações por SRAG, das quais quatro foram atribuídas à Covid-19. No mesmo período, houve dois óbitos relacionados à doença. Em 2025, o município contabilizou 192 hospitalizações por SRAG, com 15 casos associados à Covid-19 e dois óbitos. Esses números demonstram uma redução significativa em comparação aos picos da pandemia, mas alertam para a persistência do vírus.
Profissionais da saúde, como a técnica em radiologia Viviane Chagas Etchevarria, que foi uma das primeiras a ser vacinada em Bagé em janeiro de 2021, continuam sendo figuras centrais na resposta à pandemia. A experiência da vacinação, que trouxe confiança para atuar na linha de frente, é um testemunho da importância da imunização. A primeira ampola da vacina aplicada na cidade, inclusive, está exposta no Museu Dom Diogo de Souza, como um registro histórico da luta contra a doença.
Para o cidadão de Bagé, a manutenção do controle da Covid-19 e a disponibilidade de vacinas são cruciais. Acompanhar os dados e aderir às campanhas de imunização são ações fundamentais para proteger a saúde individual e coletiva, garantindo que os serviços de saúde possam focar em outras demandas e que a cidade mantenha sua rotina com segurança, evitando novos colapsos no sistema público.
Fonte original:
Jornal Minuano.
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