O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), amplamente utilizado como referência para o reajuste de contratos de aluguel e tarifas públicas, registrou alta de 2,73% em abril de 2026. O dado, divulgado pelo Ibre/FGV, representa o maior patamar mensal desde maio de 2021.
A escalada dos preços é atribuída, segundo o economista Matheus Dias, aos reflexos do conflito geopolítico no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro. O impacto direto foi sentido nos combustíveis: a gasolina subiu 6,3% e o óleo diesel teve alta de 14,9%, pressionando o custo do transporte e o frete de mercadorias.
Os componentes do índice também apresentaram elevações significativas. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 3,49%, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,94%, com destaque para a tarifa de eletricidade residencial (0,80%). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 1,04% no período.
Para o cidadão bageense, o IGP-M serve como um termômetro importante para a economia local. Como o indicador é utilizado para o reajuste de contratos imobiliários e serviços essenciais, a variação acumulada de 0,61% nos últimos 12 meses deve ser acompanhada de perto por inquilinos e gestores de contratos públicos que utilizam este índice como base de correção.
Fonte original:
Bagé 24 Horas.
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