No último domingo, 26 de abril, uma caminhada reuniu cerca de 70 pessoas em Bagé para protestar contra casos de violência obstétrica e cobrar melhorias no atendimento a gestantes. O ato foi motivado pela recente morte de Bárbara Fleitas Barbosa Gonzáles, de 25 anos, que faleceu na Santa Casa de Caridade de Bagé após o parto de seu segundo filho, ocorrido neste mês.
A mobilização teve início na Praça de Esportes e seguiu até a Santa Casa. Durante o trajeto, participantes relataram episódios de negligência, falta de informações e agressões verbais e físicas ocorridos durante o pré-natal e o parto. A organização do movimento agora trabalha na coleta de documentos e depoimentos para formalizar uma denúncia junto ao Ministério Público.
Até o momento, 15 pessoas manifestaram interesse em compor uma ação coletiva, que contará com suporte jurídico e psicológico. O foco do grupo é buscar fiscalização e acolhimento adequado na instituição de saúde, reunindo casos registrados nos últimos cinco anos. Procurada, a direção da Santa Casa de Caridade de Bagé afirmou que deve se manifestar sobre os episódios nos próximos dias.
Sob a ótica da transparência pública, a fiscalização do Ministério Público sobre os protocolos de atendimento da Santa Casa é essencial para garantir que os serviços de saúde financiados ou conveniados pelo poder público cumpram os padrões de segurança e humanização exigidos por lei.
Fonte original:
Jornal Minuano.
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