O governo do Estado, por meio da Secretaria da Segurança Pública (SSP), intensificou o uso de tecnologia para o combate à violência contra a mulher. O Programa de Monitoramento do Agressor, que utiliza tornozeleiras eletrônicas e celulares com aplicativos de alerta, já protegeu mais de 3 mil mulheres desde junho de 2023, sem registros de feminicídio ou tentativas entre as atendidas.
Dados da SSP indicam um aumento expressivo na demanda: entre março de 2025 e março de 2026, o número de agressores monitorados cresceu 272%. Atualmente, 1.141 indivíduos utilizam tornozeleiras eletrônicas no Rio Grande do Sul. Nos primeiros três meses de 2026, a central de monitoramento emitiu 877 mil alertas, volume que já equivale a 94% de todos os avisos disparados durante o ano de 2025.
A estrutura de resposta envolve o Departamento de Comando e Controle Integrado (DCCI), a Polícia Civil e a Brigada Militar. Quando o sistema detecta a aproximação do agressor em relação à vítima, alertas são enviados à central e à mulher. Caso o distanciamento da medida protetiva seja desrespeitado, guarnições da Brigada Militar são acionadas para intervenção imediata. Para ampliar a capacidade do serviço, o Estado está em processo de contratação de mais 3 mil kits de monitoramento.
A transparência sobre a eficácia dessas medidas é fundamental para o controle social. O cidadão bageense pode acompanhar a execução das políticas de segurança pública e o uso de recursos estaduais através do Portal da Transparência do Rio Grande do Sul, onde são detalhados os investimentos em tecnologia e a atuação das forças de segurança no combate à violência doméstica.
Fonte original:
Estado RS.
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