O comércio brasileiro registrou um crescimento de 0,5% na passagem de fevereiro para março de 2026, alcançando o maior patamar da série histórica. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (13), o setor acumula uma expansão de 1,8% nos últimos 12 meses e avançou 4% na comparação com março do ano anterior.
A queda do dólar foi o principal motor desse desempenho. Com a moeda americana cotada em média a R$ 5,23 em março — contra R$ 5,75 no mesmo mês de 2025 — o setor de equipamentos de informática e comunicação saltou 5,7%. De acordo com o analista Cristiano Santos, a desvalorização permitiu que empresas recompusessem estoques e realizassem promoções, atraindo o consumidor.
Outros setores também apresentaram alta, como artigos de uso pessoal (2,9%) e combustíveis (2,9%). No entanto, o segmento de hiper e supermercados recuou 1,4%, queda atribuída ao impacto da inflação sobre os alimentos. Já o comércio varejista ampliado, que inclui veículos e material de construção, teve leve alta de 0,3% no mês.
O acompanhamento desses indicadores é fundamental para a transparência pública, pois o desempenho do comércio reflete diretamente na arrecadação de impostos estaduais e municipais, influenciando a capacidade de investimento da administração em serviços essenciais.
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